Amigos da Alcova

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pecado antigo

Cacilda Barbosa


No céu o vento corria
Criando fúlgidas imagens
E no ouvido do tempo falava
Loucas libidinagens,
A língua da lua lambia
As curvas azuis do infinito
As estrelas se apertavam
Em cio de luz maldito
Em loucuras de castigo
No pecado mais antigo
De sexo, amor carnal
Eterno, divino, paradoxal

A lua sou eu
Tu és meu vento a soprar
Loucos tremendos desejos
Em meu corpo eterno
Insatisfeito a gozar.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Maldição

Cacilda Barbosa



Este meu corpo bonito

Traz um sabor esquisito

De lágrima acre e doce

Traz cores de arco-íris

Parto parido de dores.

Marcas sugadas de amores

Este meu sexo maldito

Fala mais alto que um grito

Sufocado no pudor

Pede mãos implora carícias

Loucuras e luxúrias

Libidinagens malícias

Esta alma aqui trancada

Morre após cada soluço

Em meu corpo crucificada.

domingo, 6 de novembro de 2011

Luxúria

Cacilda Barbosa



Eu não sou eu, sou tu
Matéria sobre a qual Deus
Talhou teu corpo nu
Tua pele ardente é minha veste
Tua boca minha vertente
És meu verbo viver
Meu lado total indecente
Sou tua mesa minha cama
Na qual ouso te usar
És meu verão ardente
Areia fina escaldante
Onde eu em teu verde mar
Venho em azul o céu desenhar
Roça de leve como gosto
A pele macia em meu seio
Toca meus lábios em beijos
Aperta meu seio em teu peito
Me queima em teu desejar
Desce em fogo ao meu ventre
Te apaga morno silente
Em meu sexo a se derramar
Somos raios brilhantes juntos
O infinito cinza a riscar
Dois seres se consumindo
Astros reais em luxúria
Loucura de amor a criar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Homem maduro

Cacilda Barbosa



Como eu te amo, homem
nos poucos cabelos
que o tempo te deixou
no sorriso bonito que a juventude
em ti regravou.

Homem, eu te amo tanto
quando toco teu corpo maduro
vejo o brilho em teus olhos
já um tanto apagado
me afogo em carícias
no peito cheiroso, de branco mesclado.

Sinto pecado ao olhar teu andar
majestoso e macio, de gato cansado.
As mãos ágeis buscando recantos
tirando poesia, música louca
de meus encantos.
No gozo alucinado, no abraço sensual
no urro conjunto saindo de nosso peito
no perfume molhado que deixas em meus pelos
em teu sexo que o tempo
fez mais que perfeito.

Voyeurs desde o Natal de 2009