Samantha Rios
De que valeu-me ser tua cadela,
Ser tua fêmea, estar sempre no cio,
Ter da volúpia um caudaloso rio
Ser tua égua atrelada numa sela?
De que valeu-me abrir minha cancela,
Da vergonha perder o íntegro brio,
Atender teu chamado de assobio,
Ter minha vida à tua paralela?
De que valeu-me a anulação completa
De taras, de vontades, de desejos,
E uma vida levar toda incorreta,
Se teu amor não foi mais que lampejos,
E se tinhas apenas como meta
Matar a tua fome com meus beijos?
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Na hora da posse minha febre é tanta
Samantha Rios
Na hora da posse minha febre é tanta,
Que quando estás dentro de mim, querido,
Todo o meu corpo fica incandescido
E em êxtase de amor, minh’alma canta.
Teu corpo quente serve-me de manta
E teu calor me passa tanto fluido
Que louca fico a ouvir em meu ouvido
Tua voz sussurrar: “ – te amo, Samantha!...”
Eu não me lembro, amor, então de nada...
No peito pulsa pleno o coração
E minha mente fica alucinada.
– Enche de vida, amor, minhas entranhas,
Com teus beijos sufoca minhas manhas,
Com teu prazer sufoca-me a emoção!
Na hora da posse minha febre é tanta,
Que quando estás dentro de mim, querido,
Todo o meu corpo fica incandescido
E em êxtase de amor, minh’alma canta.
Teu corpo quente serve-me de manta
E teu calor me passa tanto fluido
Que louca fico a ouvir em meu ouvido
Tua voz sussurrar: “ – te amo, Samantha!...”
Eu não me lembro, amor, então de nada...
No peito pulsa pleno o coração
E minha mente fica alucinada.
– Enche de vida, amor, minhas entranhas,
Com teus beijos sufoca minhas manhas,
Com teu prazer sufoca-me a emoção!
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