Marcus Vinicius de Freitas
Vem sentar-te comigo, Lídia, ali
no canto mais escuro da varanda.
O refrescante cheiro da vianda
tornará chã a Arcádia de rubi
inventada por poetas eunucos
a quem bastava a mão na tua mão.
Para mim, vale muito mais o muco
da tua boceta ardida de tesão.
O toque da tua mão seria bom
se fosse, segurando no cacete,
para tocar punheta infinita.
E o leite escorreria num filete
que beberias, licor de bombom,
balindo – árcade – como cabrita.
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domingo, 17 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ah, uma bunda branca...
Marcus Vinicius de Freitas
Ah, uma bunda branca me emociona!
O traço, a curva, desenho preciso.
Matemático muro, alvo e liso,
estandarte e brasão da bela dona.
A bunda-ícone, bunda de neve,
onde a luz da seda sinta-se sombra,
onde o corpo role pela alfombra
e viva de prazer, que a vida é breve.
Oh, praça onde danço em apoteose!
Que geômetra te sonhou na bruma?
Estou tonto e quero mais, mais uma dose
dessa bunda-mulher que me desanca.
Se digo anca, a arma se apruma:
quem diz anca, diz bunda, bunda branca.
Ah, uma bunda branca me emociona!
O traço, a curva, desenho preciso.
Matemático muro, alvo e liso,
estandarte e brasão da bela dona.
A bunda-ícone, bunda de neve,
onde a luz da seda sinta-se sombra,
onde o corpo role pela alfombra
e viva de prazer, que a vida é breve.
Oh, praça onde danço em apoteose!
Que geômetra te sonhou na bruma?
Estou tonto e quero mais, mais uma dose
dessa bunda-mulher que me desanca.
Se digo anca, a arma se apruma:
quem diz anca, diz bunda, bunda branca.
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