Claufe Rodrigues (Baby the Billy)
Ela tem curvas que nem Oscar Niemeyer ousaria imaginar...
Provocante, passa a língua sobre os lábios,
lambuzados de chantilly.
Os seios são sorvetes de morango,
onde pousam duas estrelas.
Um mago míope, observando,
pensou que fossem rubis.
Os cabelos de seda e luz dão de ombros para os mortais,
e nem as Dez Mais desfilam com tanta elegância.
...Sem falar na xoxotinha,
que por várias vezes eu tive o prazer de desfrutar!...
Ela é uma delícia!
Mais inteligente que a Lúcia,
mais estimulante que a Márcia,
mais ardente que a Patrícia.
Mas é uma gata difícil,
cheia de tiques nervosos,
ataques de riso,
não sabe o que diz, o que faz,
o que quer de nós dois.
Todos os homens babam de prazer
só de vê-la passear pela orla marítima.
Quem será a próxima vítima
da sua luxúria?
Quantos rapazes serão capazes de domar
a sua fúria sexual?
Estas e outras perguntas
ficarão flanando na estratosfera,
só mesmo um cara fera em astrologia
poderá um dia decifrar.
Enquanto isso
eu cuido das minhas plantas,
esqueço as contas, preparo a janta
e espero ela chegar...
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sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Sei que em alguma cidade deste planeta em ruínas
Claufe Rodrigues (Baby the Billy)
Sei que em alguma cidade deste planeta em ruínas
uma pequena me ama de verdade.
Posso sentir seu bafo no meu cangote
quando saio pra tomar um trago.
Sei que num puteiro perdido qualquer
uma mulher se embriaga por minha causa.
Posso ver seus olhos brilhando de bebedeira,
nos faróis dos automóveis.
Nós bebemos tanto porque estamos distantes
um do outro, nessa geografia dos instintos.
Mas ela sabe o que eu sinto,
eu sei o que ela sente,
e assim nos amamos desesperadamente,
dia após dia.
O resto é poesia.
Foda-se.
Sei que em alguma cidade deste planeta em ruínas
uma pequena me ama de verdade.
Posso sentir seu bafo no meu cangote
quando saio pra tomar um trago.
Sei que num puteiro perdido qualquer
uma mulher se embriaga por minha causa.
Posso ver seus olhos brilhando de bebedeira,
nos faróis dos automóveis.
Nós bebemos tanto porque estamos distantes
um do outro, nessa geografia dos instintos.
Mas ela sabe o que eu sinto,
eu sei o que ela sente,
e assim nos amamos desesperadamente,
dia após dia.
O resto é poesia.
Foda-se.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O conto da cigana
Claufe Rodrigues (aliás, Baby the Bylly)
A cigana pegou minha mão
aí eu pensei comigo:
“Ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana desabotoou o vestido
roçou a trança na minha cara
e enfiou a língua no meu ouvido
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana fez um beicinho
e me lambeu como se ela fosse uma gata
e eu fosse um passarinho
meio perdido na mata
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana me beijou na boca
começou a tirar minha roupa
e fez assim com o dedo na minha mão...
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana me acendeu com um fogo brando
se enroscou entre as minhas pernas
e eu senti o ventre dela
latejando, latejando...
... Aí eu pensei comigo:
A cigana pegou minha mão
aí eu pensei comigo:
“Ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana desabotoou o vestido
roçou a trança na minha cara
e enfiou a língua no meu ouvido
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana fez um beicinho
e me lambeu como se ela fosse uma gata
e eu fosse um passarinho
meio perdido na mata
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana me beijou na boca
começou a tirar minha roupa
e fez assim com o dedo na minha mão...
... Aí eu pensei comigo:
“Agora ela vai ler o meu destino”
Mas a cigana me acendeu com um fogo brando
se enroscou entre as minhas pernas
e eu senti o ventre dela
latejando, latejando...
... Aí eu pensei comigo:
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Metaleira mon amour
Claufe Rodrigues (aliás, Baby the Bylly)
“Toda mulher gosta de apanhar.”
Ela sussurrou às seis da manhã,
arranhando o meu ouvido.
Beija-a com força e quase arranquei-lhe a língua.
Mas ela queria mais, queria apanhar.
Dei-lhe uma palmada na bunda.
Mas ela queria mais, a vagabunda.
Bati com a cara dela na porta
e então agarrei-a por trás.
Só batia nos flancos,
e me imaginei cavalgando aquela vaca
pelos verdes campos do Olimpo.
Lá talvez tudo fosse mais limpo,
com aquelas ninfas gentis e graciosas
abençoando o pau de Deus.
Mas aqui embaixo ela mordia a cabeça do meu,
quase arrancando o pedaço.
Dei-lhe um pescotapa e ela foi com a cara no chão.
Jorrava sangue da testa,
parecia a besta do Apocalipse
balbuciando coisas demoníacas.
Fiquei horrorizado e chutei a cara da ninfa.
Falei que aquela não era a minha chinfra
e que ela tinha que dar o fora.
Ela se pendurou no meu saco e perguntou aflita:
– Quando, meu anjo, quando?
E eu respondi, quase gozando:
– Agora, maldita, agora!
“Toda mulher gosta de apanhar.”
Ela sussurrou às seis da manhã,
arranhando o meu ouvido.
Beija-a com força e quase arranquei-lhe a língua.
Mas ela queria mais, queria apanhar.
Dei-lhe uma palmada na bunda.
Mas ela queria mais, a vagabunda.
Bati com a cara dela na porta
e então agarrei-a por trás.
Só batia nos flancos,
e me imaginei cavalgando aquela vaca
pelos verdes campos do Olimpo.
Lá talvez tudo fosse mais limpo,
com aquelas ninfas gentis e graciosas
abençoando o pau de Deus.
Mas aqui embaixo ela mordia a cabeça do meu,
quase arrancando o pedaço.
Dei-lhe um pescotapa e ela foi com a cara no chão.
Jorrava sangue da testa,
parecia a besta do Apocalipse
balbuciando coisas demoníacas.
Fiquei horrorizado e chutei a cara da ninfa.
Falei que aquela não era a minha chinfra
e que ela tinha que dar o fora.
Ela se pendurou no meu saco e perguntou aflita:
– Quando, meu anjo, quando?
E eu respondi, quase gozando:
– Agora, maldita, agora!
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